sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A SECA

Rio Negro - Manaus/AM


Seca no Rio Negro-AM chega perto de recorde histórico


Faltam 29 centímetros para que a estiagem deste ano supere a maior dos últimos 108 anos no Amazonas. A campeã nas medições do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) é a de 1963, quando o rio Negro chegou a 13,64 metros, no dia 30 de outubro. De ontem para hoje, o Negro baixou 16 centímetros e está em 13,93 metros.
No ano passado, o rio bateu o recorde da maior cheia da série histórica do CPRM. No dia 1º de julho do ano passado, o Negro atingiu a marca de 29,77, ultrapassando os 29,69 metros da cheia de 1953. A medição é realizada em um porto de Manaus desde 1902.
Quarenta dos 62 municípios do Amazonas já decretaram estado de emergência por conta da estiagem. Segundo a Defesa Civil do Estado, a ajuda com mantimentos e medicamentos já chegou a 19 cidades. Na próxima semana, começa o envio do material aos municípios nos arredores de Manaus e região do baixo Solimões.
Na região metropolitana de Manaus também começarão a ser distribuídos 10 mil filtros de tecnologia suíça, com três anos de vida útil e capaz de filtrar nove mil litros de água, segundo o secretário-executivo da Defesa Civil, tenente-coronel Roberto Lopes.

Jornal O Estado de São Paulo

21 de outubro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O atirador

ARMA AFOGADA

Que se calem as armas
afogadas em sangue inocente
aí que gritam almas por justiça
vitimas da fria bala ardente
partidas de mão bandida
varando o corpo,bala perdida


Silenciam-se os trovoares
por fim que se faça a paz
talvez no coração dos homens
amanhã a igualdade se faz

Fuzil jogado no chão
ao alcance de mãos tão infante
toca arma reluzente
já não é mais inocente

Almas feridas,maculadas
carregadas de pecado
tiram da família pai e irmão
ganância,moeda de mercado
que corre entre os capitais
e a ira extermina os rivais


Sangue,sangue,sangue
sangue que escorre no chão
bala de lugar nenhum
carrega da vida mais um irmão

Arma homicida,bandida e vil
mais vil porém a mão que te segura
faz a pontaria,mira o destino
mais uma família se fratura

Afoga-te arma bandida
mergulha no aço fervente
encontra novo destino
não extermine nossa gente

e tu mão assassina
que o rifle entre os dedos segura
que te faltem pois os braços
que lhe penda de lado a cabeça
que teu exemplo seja a lição
para a geração futura.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Velhos


Os Velhos
Carlos Drummond de Andrade

Todos nasceram velhos — desconfio.
Em casas mais velhas que a velhice,
em ruas que existiram sempre — sempre
assim como estão hoje
e não deixarão nunca de estar:
soturnas e paradas e indeléveis
mesmo no desmoronar do Juízo Final.

Os mais velhos têm 100, 200 anos
e lá se perde a conta.
Os mais novos dos novos,
não menos de 50 — enorm'idade.
Nenhum olha para mim.

A velhice o proíbe. Quem autorizou
existirem meninos neste largo municipal?
Quem infrigiu a lei da eternidade
que não permite recomeçar a vida?
Ignoram-me. Não sou. Tenho vontade
de ser também um velho desde sempre.

Assim conversarão
comigo sobre coisas
seladas em cofre de subentendidos
a conversa infindável de monossílabos, resmungos,
tosse conclusiva.

Nem me vêem passar. Não me dão confiança.
Confiança! Confiança!
Dádiva impensável
nos semblantes fechados,
nos felpudos redingotes,
nos chapéus autoritários,
nas barbas de milénios.

Sigo, seco e só, atravessando
a floresta de velhos.

A moça...


 

À moça da Janela

Cezar Passarinho

Morena quando te vejo, palanqueada na janela,
fico floreando a barbela, mordendo a perna do freio,
e desenquieto pateio, enredado num olhar,
sou pingo do teu andar, pra carregar teus anseios.

E quando um sorriso esboças, carregado de promessas,
é o proprio céu as avessas com tormentas e lampejos,
e um temporal de desejos vem respingar no meu tozo,
levando um rosto mimoso junto aos meus sonhos andejos.

Noite alta quando cruzo neste rancho onde te abrigas,
da alma vertem cantigas rastreando rimas de prata,
o coração bate pata, corretiando ao Deus dará, e a
janela ali está como a pedir serenata.

Guitarreio o meu silêncio em muda e louca seresta,
na janela em cada fresta, mil ouvidos a escutar
por certo estás a sonhar, a alma leve solta ao vento,
eu queria estar ai dentro, para te ouvir ressonar,
amanhã um outro dia, andarei longe da querencia
reculutando uma ausência que ficou de sentinela,
quero ver os olhos dela quando retornar do povo,
e lá está moça e novo na moldura da janela.

Noite alta quando cruzo neste rancho onde te abrigas,
da alma vertem cantigas rastreando rimas de prata,
o coração bate pata, corretiando ao Deus dará, e a
janela ali está como a pedir serenata.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Curiosidade...

Criança

Sebastião Donizeti Eugênio

A criança em si é um espetáculo da vida
É renovação de espírito,
É o anseio de nossa alma
É a esperança contida.

Vejo no olhar de cada criança
Um misto de ternura e verdade
É um desejo que nasce no peito
De um mundo melhor, mais felicidade.

Cuidemos de nossas crianças
Dando amor carinho compreensão
Para que cresçam dignamente
Sejam o futuro dessa nação.

Parabéns a você com todo carinho
Seja feliz de bom coração
Viva com amor, dignidade
Assim viverás em um mundo melhor
De eternos momentos de felicidade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Saber Viver

Autor desconhecido


Temos que saber viver,
saber aproveitar o que a vida nos oferece...
Viver com aquilo que temos,
sem sofrer por algo que queremos...

O impossível desejar,
sempre será um constante penar...
Muitas vezes desprezamos
coisas que conquistamos,
apenas por querer algo que cobiçamos,

mas que é um sonho distante...
E isso nos faz sofrer bastante...

Temos que saber viver...
Se não tivermos tudo o que amamos,
amemos aquilo que temos...

Principalmente, temos que muito nos amar...
Nossa felicidade cultivar...
Amar a vida em sua plenitude,
sempre será nossa maior virtude...

Trabalhador, trabalhador


Trabalhador, trabalhador

Guilherme de Sousa

Trabalhador, trabalhador brasileiro
Que anda o país inteiro
Querendo trabalhar

Trabalhador, trabalhador brasileiro
Que rala de janeiro a janeiro
E não pode se aposentar

Trabalhador, trabalhador nortista
Que sequer tem em vista
Como
trabalhar


Trabalhador, trabalhador nordestino
Condenado pelo destino
A sempre trabalhar

Trabalhador, trabalhador do Entorno
Que vive com o transtorno
De correr pra trabalhar

Trabalhador, trabalhador operário
Sem um tostão de salário
Sem ter como comprar

Trabalhador, trabalhador estagiário
Como um profissional diário
Deve trabalhar

Trabalhador, trabalhador professor
Nesse dia do Labor
Não tem o que comemorar

Trabalhador, trabalhador policial
Corre risco sem igual
Morre ou tem que matar

Trabalhador, trabalhador brasileiro
Nesse dia primeiro
Durma cedo pra cedo levantar.