quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O atirador

ARMA AFOGADA

Que se calem as armas
afogadas em sangue inocente
aí que gritam almas por justiça
vitimas da fria bala ardente
partidas de mão bandida
varando o corpo,bala perdida


Silenciam-se os trovoares
por fim que se faça a paz
talvez no coração dos homens
amanhã a igualdade se faz

Fuzil jogado no chão
ao alcance de mãos tão infante
toca arma reluzente
já não é mais inocente

Almas feridas,maculadas
carregadas de pecado
tiram da família pai e irmão
ganância,moeda de mercado
que corre entre os capitais
e a ira extermina os rivais


Sangue,sangue,sangue
sangue que escorre no chão
bala de lugar nenhum
carrega da vida mais um irmão

Arma homicida,bandida e vil
mais vil porém a mão que te segura
faz a pontaria,mira o destino
mais uma família se fratura

Afoga-te arma bandida
mergulha no aço fervente
encontra novo destino
não extermine nossa gente

e tu mão assassina
que o rifle entre os dedos segura
que te faltem pois os braços
que lhe penda de lado a cabeça
que teu exemplo seja a lição
para a geração futura.

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